POSTAGENS

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

EM QUAL SINAL GRÁFICO VOCÊ SE IDENTIFICA?



 Os sinais gráficos são partes integrantes da ortografia, empregados como recursos básicos e essenciais a um grupo de palavras, no intuito de darem sentido completo as frases, textos, versos e expressões! 
Estão representados em quase todo globo terrestre, sendo os mais aprendidos, os mais ensinados e os mais utilizados! Sua função é prestar-nos serviços de correção, instrução, apoio, auxílio e capacitação, proporcionando-nos falas mais claras e soltas, e escritas mais adequadas e dinâmicas!
Os papéis dos sinais de pontuação podem ser vistos como provisórios, transitórios ou temporais, mas, para mim, são considerados permanentes! Pode-se ditar uma versão mais aberta de que seus conceitos nos sirvam realmente de base e de estrutura, como expressões de sentimentos, tais como, empolgação, dúvida, clareza, surpresa, interrogação, indignação, interrupção, explicação ou continuidade!
Pois bem! Tendo em visto que esses argumentos obrigatórios, prescritos pela gramática, nos sejam úteis, usá-los-emos também em nossa "condição sócia humana", a fim de determinarmos em qual sinal gráfico nos encaixamos! Lembrando que o intuito dessas abordagens será apenas de definir, determinar e revelar o que realmente somos como matéria!
Começaremos, então, citando alguns comparativos entre "os indivíduos e os sinais gráficos":
            Indivíduos "parênteses" - Podemos facilmente classificá-los como aqueles mais quietos, tímidos e neutrais! São os que se isolam facilmente diante de um determinado problema ou circunstância, não prestando favor de comentar ou argumentar algo que possa ser útil ou inútil, positivo ou negativo!
Servem para ouvir, mas não prestam para abortar, instruir ou capacitar, vivendo no seu "eu" exclusivista, sendo arredios e entre partes!
Alguns invocam obstáculos, enquanto outros desempenham o papel de intermediários! Todavia, sempre voltam para suas reservas particulares, interpostos no seu mundinho preservado de "não sei para quem ou não sei para onde"!
            Indivíduos "aspas" - Contrário aos indivíduos parênteses, são considerados as "aspas do caminho" por serem indivíduos ostentosos, suntuosos e exagerados! São os que se destacam, citam, realçam e aparecem frequentemente!
Tem o costume de opinarem e de se expressarem por meio de ênfases e falas exageradas, no intuito de impressionar e exprimir ironias, desejos ardidos e sentimentos sublevados! Possuem uma enorme necessidade de serem destacados, realçados, vistos, contemplados e aplaudidos!
Indivíduos "reticências" - Como o próprio nome diz, são aqueles reticentes, hesitantes, medrosos e duvidosos! Na verdade, vivem suprimindo coisas, fatos, sonhos ou ideias, no intuito de que, na dúvida, seus desejos venham ser lesados ou traídos!
No início, levantam falas adequadas e questões maravilhosas, construindo ideias geniosas e precisas! No entanto, acabam deixando tudo no meio do caminho, não os deixando fluir; sendo incapazes de terminá-los, de desenvolvê-los e de adaptá-los! São, por natureza, imaturos, frágeis e inseguros, silenciando aquilo que poderia ser útil e agradável!
Indivíduos "travessões" - São os considerados atravessadores, saltitantes e inquietos! Tem o costume de interromperem hábitos e padrões, saindo de um lugar para se posicionarem em outro! Vivem pulando objetivos, desmanchando sonhos e desestimulando tarefas, usados sempre de escalas numéricas!
Geralmente não tem padrões e nunca sabem o quer, vivendo pulsados de grau em grau! São ágeis na verdade, ora subindo etapas ora saindo de suas posições iniciantes!
Devida pressa, vivem guiados por ideias constantes e repetitivas, manifestando-se sobressaltadamente, e sendo muito ágeis e astutos! No entanto, conseguem passar facilmente pelos obstáculos, para não gerarem conexões, questões ou atritos vizinhos!
Indivíduos "dois pontos" - São chamados de "bons administradores", sendo considerados aplicadores, citadores ou referentes! São os que se anunciam, esclarecem e explicam detalhadamente, levados por inúmeros pormenores!
Normalmente se observam gestos em suas falas, quando expressam ideias por meio de descritivos, objetivos e clarezas! Vivem sugestivos a evidências, quase sempre às vistas de todos, quando pausam para respirar no propósito de fazerem citações!
O intuito é de ouvirem para depois opinarem, sendo legítimos e minuciosos nas suas explicações, usados de observações, teses e notas! Entre eles, tudo é feito com maior segurança, cuidado e muita atenção, para não serem sugestivos a erros e falhas!
Indivíduos "ponto e vírgula" - São os que gozam de elevada admiração, pela sua capacidade de pensar, raciocinar e refletir antes de agir! São os chamados precavidos e acautelados, sabendo pausar o que lhes aborrecem ou aquilo que lhes sobrevém de maneira duvidosa!
Procuram evitar os perigos, sobrecargas, conflitos e questões mal definidas, usando o máximo de cautela! São indivíduos autênticos que, mesmo caindo, tem convicções e esperanças para continuar prosseguindo em frente!
Indivíduos "pontos de interrogação" - Podem ser chamados de curiosos, enxeridos, questionadores e perguntadores! Vivem sondando naturezas e suspeitando os hábitos dos outros, levados pelo número exagerado de inquéritos, questões e interrogatórios!
Tem a função de induzir outrem com perguntas tolas, indiscretas e duvidosas! São, por natureza, indivíduos conflitantes, devido atritos, exames e perguntas sem fim! Não fazem além de questionar, indagar e discutir; pondo-se, até entre si mesmos, conflitos, dúvidas e divisões!
Indivíduos "pontos de exclamação" - São docilmente chamados de "sensíveis poetas", devida maneira de expressar seus sentimentos! Tem o costume de serem obedientes e submissos, mantidos numas consciências íntimas, misericordiosas e puras, quando associadas as implicações externas do dia a dia!
Na verdade, considerados dóceis, não deixam de compadecerem da desgraça alheia! Impressionam-se facilmente, não voltados para escândalos!
Mas, porém, devida sensibilidade alta, se abalam com maior frequência, não suportando os abalos múltiplos e as interjeições! Aliás, não sabem lidar com surpresas, sustos e problemas, ou mesmo, não conseguem parar de sofrerem por algo tido como desnecessário!
Indivíduos "vírgulas" - São indivíduos breves, ligeiros e de poucas palavras! Tem o costume de fazerem separações ou acepções, abreviando termos e assuntos vizinhos!
A maioria visa um comportamento artificial, alterável, frequentemente voltado a mudanças de lua! De um lado são dóceis, amigos, gentis e sinceros; doutro, não passam de militantes hostis, que não provocam, mas também não perdoam; que não debocham, mas também não instruem!
Indivíduos "Pontos finais" - De todos citados e analisados até agora, os indivíduos pontos finais são os que mais chamam atenções! São aqueles que põem termos, concluem resultados e se dão a pausas máximas!
São considerados autênticos e determinados, pondo fim a prática de resoluções inacabadas: Se sim, sim; se não, não! E nunca usam o talvez! São os que fecham argumentos, aniquilam conflitos e encerram questionamentos, independente dos resultados, se bons ou ruins!
Facilmente sabem donde parar, indo até o fim com seus objetivos!

Vimos, portanto, que a regra da pontuação realmente possa muito bem nos servir de comparativos, no intuito de nos auto definir, nos distinguir e nos conhecermos melhor, devido valor que se tem os parênteses, as aspas, as reticências, os travessões, os dois pontos, o ponto e vírgula, os pontos de interrogações, os pontos de exclamações, as vírgulas e os pontos finais!
A lógica de tudo é que, usando essas práticas ortográficas, fica fácil concluir que todos os indivíduos se equivalem de encaixes, ajustes e adaptações, sejam eles úteis ou improváveis, semelhantes ou pressupostos!
O importante é não questionarmos qual seja nosso teor, devendo de nos auto firmar diante de nossas características, aptidões e expressões autênticas! Só assim nos certificaremos de nosso conteúdo interior e de nossa naturalidade junto à gramática!
      Então, tirando induções dos sinais gráficos aqui se revelados, e diante de tais características apresentadas em formas abreviadas, pergunto-vos: Em qual sinal gráfico você realmente se encaixa?

                                                        Gláucia Cardoso


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

MEUS AMIGOS SIMPLESMENTE DESAPARECERAM....

Estou rendendo-me ao cansaço, a fraqueza física e ao descontrole íntimo, muito próximo de por fim nas minhas buscas! Na verdade, cheguei a atravessar rios, rodear florestas, escalar montanhas, indo além que terra e mar, e nada! Meus amigos simplesmente desapareceram! Estou ao ponto de vomitar e perder a cabeça!
Vivo diariamente calculando o lugar donde errei, determinando pontos, associando colchetes e abrindo parênteses! Mas, infelizmente, não consigo encontrar respostas concretas e nem entender o motivo certo de terem-me abandonado! Talvez não sintam qualquer remorso, ou mesmo, não tenha sido eu uma melhor companhia!
Nossa! Ainda lembro-me de quando éramos crianças! As lembranças vagueiam em minha consciência voadora, desnorteando-me incessantemente! As verdades que digo e os sentimentos que sinto, não me deixarão passar por mentiroso! Afinal de contas, partilhávamos de coisas tão íntimas, tão intensas e tão profundas! Era tudo tão mágico, excitante, comovente e tentador, ao qual nunca me esquecerei disso!
Por que isso agora? Por que me deixaram tão só, amargurado e preso num marasmo? Tenho muito que falar, muito que perguntar e muito que aprender! Novidades não faltam para contar, criticar ou favorecer, sabendo que as fofocas não param, simplesmente voam!
Donde se meterem esses bandeirantes? Onde, como, ou a quem recorrer?
Éramos tão felizes, tão presos um ao outro, tão companheiros, tão dependentes e cheios de vida! Não consigo imaginar o motivo desses deslizes, quando me abandonaram e separaram de mim!
Sempre os tratei amigavelmente, sem arrogância, sem ironia, sem hipocrisia ou comparações! Nenhum momento deixei de ampará-los, de ouvi-los, de agradecê-los e de amá-los! Não fui negligente, nem egoísta, nem praguejador e muito menos farsista!
Hoje me entrego ao caos dos meus anseios, inspirado pela agonia, esperança, vergonha e dor! Estou sendo guiado pelo cansaço, pelo vazio e por insistentes procuras! Valerá a pena insistir?
Vivo de suspeitas, de expectativas, de suposições e desconfianças, imaginando coisas, criando histórias, roendo livros e valendo-me de buscas eletrônicas! Até onde vai parar essa “levanta a caça”? A tecnologia está ai me proporcionando caminhos para maiores investigações e pesquisas! Mas, infelizmente, parecem que esses meus amigos realmente sumiram do mapa!
Os computadores até que podem me prover de benefícios, trazendo-me seus armazenamentos de dados; mas, porém, não conseguem materializar meus amigos para mim! Isso não existe! Além de que, eles são feitos de carne e osso, e não constituídos por mecanismos, fios, latas, sensores ou pedras, apesar de senti-los como os tais.
Andando pelas ruas vejo seus rostos estampados nos outros: um de cor de jambo chamou-me atenção; outro, de trigueira e púrpura atentou-me à observação! Também não esquecerei os brancos cor de neve, os de claras de ovos e os rostinhos em lua cheia!
Tudo me lembra vocês, bando de amigos ingratos e mal agradecidos!
Oh inseparáveis companheiros! Para onde foram e para onde desapareceram?  Por que me desamarraram e deixaram-me assim tão só, tão carente e sem força?
Não consigo conter as lembranças! Elas me machucam, me isolam e esmagam meus neurônios! É terrível! Por mais que penso, não quero ficar reproduzindo aquilo que fazíamos no passado! Isso me agonia, me entristece e me apavora!
Éramos peraltas sim, e intensamente bagunceiros! Lembram-se de nossas conversas tolas às cercas do pasto e do galinheiro? E quanto às campainhas acústicas, quando acionadas em rebelião? Guardo nas lembranças as nossas roupas tão justas e encardidas, que as chamávamos de bate enxugas quando postas, somente aos sábados, sobre os varais!
Lembro-me que falávamos de coisas tolas, tão loucas, tão indecentes, tão maliciosas, tão malucas e tão nojentas, não é verdade? Eram tantas bobagens, tantas azarações, tantos deslizes, tantas malícias e tantas propagações!
Talvez não possam ler esses meus sinceros e suplicáveis discursos! Talvez nem se lembrem do que havíamos feito e vivido no passado! Ou mesmo, nem possam sentir as mesmas compulsões e expectativas ao qual venho sentindo durante muito tempo! Quem sabe, nem se lembram mais de mim!
Eu era aquele jovem palhaço, um atleta desajeitado, um portador de miopia e admirador de lentes! Gostava de tocar piano, cuja flauta ignorava! Amava andar a cavalo, cujo pai me ensinava!
Hoje, posso afirmar que sou um jovem adulto esperançoso, que cresce, mas não amadurece; que aumenta, mas que continua diminuindo! Devidas saudades que não passam, anseio em vê-los urgentemente, recordando do tempo em que éramos apenas quatro ou cinco!
Assim crescemos juntos, naquela rua desengonçada e ladeada por cercas e muros! Não era favela, mas também, não podíamos considerar nossas casas como palácios! O importante fora que nos conhecemos ali, naquele lugar simplório e sem muitas luxúrias, ao qual passamos nossos melhores momentos e nossas melhores aventuras!
 Ali traçamos caminhos e idealizamos grandes planos, não é verdade? Estávamos aliados numa só corrente, lembram-se disso? Corrente essa de curto alcance, encontrada largada para o lado e reduzida aos farrapos e aos milésimos pedaços! Sim, pedaços de associamentos, de cumplicidades, de lealdades e de amizades!
Tenho que me acostumar com isso, com a individualidade, comodidade e implicações do dia a dia! Coisas essas que levamos nós, grandes amigos, a entrarmos em choque nesse mundo externo de cão! Um mundo individualista, sem paz, sem ordem, sem padrões, sem brilhos e sem amizades!
Preciso urgentemente desprezar essa ânsia no peito e concluir logo as minhas anotações e buscas! Estou cansado demais para ficar correndo atrás do vento, atrás de quem não me quer mais como amigo íntimo!
Tenho que conformar que meus amigos simplesmente desapareceram! Acho que não voltarão mais e nem se lembrarão desse velho sonhador, pobre e rejeitado; sendo inútil reconstituir os cacos de quem não me corresponde mais nenhum agrado!



                                                         Gláucia Cardoso

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A ANARQUIA CONFLITANTE ENTRE AQUILO QUE É BOM OU RUIM!

Não estou louca, mas posso afirmar que vivemos numa sociedade injusta, desordeira e rixosa, cheia de superlativos, pontos interrogativos e comparações! Gente querendo superar gente; gente excedendo os limites de gente; e gente achando-se melhores que outrem!
Podemos, sem dúvida, denominar esses gestos e atitudes como "a anarquia conflitante entre aquilo que é bom ou ruim!”.
Compreenderemos esse fato atribuindo-nos perguntas e respostas quanto ao que temos visto por ai! Não negarei que tenho minhas próprias dúvidas em relação a essas analogias, ao qual, mediante palavras fortes, sinceras e ousadas, as relaciono intrepidamente, não me fazendo de juíza e nem de perfeita, e sim, de simples observadora!
Se o ato de estabelecer relações semelhantes entre objetos, coisas ou pessoas diferentes se torna um ato inconsequente e difícil de explicar, então minhas investigações, quanto ao buscar, interrogar e analisar, não terão nenhum sentido ou fundamento, não tendo que me deixar dominar pelas palavras!
Assim, anularei minhas vontades deletando tudo que havia gravado, pesquisado e procurado com diligência, assim como, os que haviam sidos representados em caracteres de escrita!
  Todavia, pensando melhor, não vou parar com a minha investida no meio do percurso! Isso, tornar-me-ia uma anarquista de primeira, por dar começo a um assunto e considerar que chegou ao fim o que ainda não está pronto!
 Assim, voltando a questão da anarquia conflitante entre aquilo que é bom ou ruim, sabemos que os discutidores e anarquistas, quase sempre, agitam-se com violência e desprazer, quando acusam o outro pela sua maneira de agir e ser! Se forem ações positivas, tornam-no bobo; se forem ações negativas, tornam-no tolo! Sinceramente, quanto a isso, não sei o que pensar!
 Geralmente comparam características, levando em conta as questões de bondade em relação à maldade, de engano em relação ao desengano, de justiça em relação à injustiça, de crença em relação à descrença e de simpatia em relação à antipatia!
Põem-se em risco seus valores, quando confrontam e exortam o outro de maneira grossa e brusca, julgando-o segundo seus pareceres clínicos, numa forma desesperada, taxativa e demasiadamente louca!
Usaremos, então, esse contexto de empurra empurra para analisarmos se realmente há precisão de aderirmos à essa anarquia conflitante entre aquilo que é bom ou ruim!
            Pois bem! Sabemos que existem indivíduos que escolhem seguir retas e traçar caminhos de bem; enquanto outros, sendo contrários, insistem em estabelecer estradas tortas, desniveladas e de desdém! Assim, começam as disputas, contradições, heresias e choques de opiniões, cujos interesses não se zelam, não se igualam e não se assemelham; um achando-se melhor que o outro!
Então, pergunto-vos: "De onde provera tudo isso; para onde irão esses conflitos e quando se darão o seu fim?".
Em função disso tudo é que originam as guerras, disputas, arrastões, desvios de caráter, queda moral, lapsos e vergonhas; quando vemos, pessoas que praticam coisas justas, generalizando pessoas que praticam coisas injustas, e pessoas que praticam coisas impuras, ridicularizando pessoas que praticam coisas puras!
Ninguém se posiciona ou presta para servir, ou mesmo, para entender o que se passa com o outro! Os espíritos estão desalinhados, desajustados e ocupados com suas hierarquias, ideias fixas e acusadoras! Tudo que se dita hoje em dia são deboches, críticas e escarnecimentos, quando deveria prevalecer o zelo, o amor, o equilíbrio, o bom senso e a paz!
Os gritos deveriam de dar lugar a palavras sensatas, enquanto os nervosismos poderiam se transformar em cautelas! Na verdade, os que praticam coisas boas, sendo boas, vivem tocando trombetas para serem reconhecidos e aplaudidos na sua retidão, justiça e pacificidade!
Do contrário, os que praticam coisas ruins, sendo ruins, se dispõem a mostrar os dentes para serem sublevados, respeitados e contemplados por aqueles considerados fora da lei, visando o que é vão, inútil e baldado pela sociedade!
No entanto, sabemos que a vanglória do homem justo ou injusto, nunca se assentará numa anarquia cheia de conflitos, guerras, exageros e confusões, cujos soldados, nada mais são do que um bando de lunáticos zombadores e cascavéis de pernas!
Digo isso para que saibam que tudo que prescreve justiça, justiça será feita; e tudo que ordena injustiça, injustiça será dada! Além de que, não se pode mudar as consequências de nossas escolhas! Se escolhemos aquilo que é justo ou injusto, temos que esperar pelos resultados naturais, se bons ou ruins!
As críticas, acepções e os conflitos não provem de Deus e nem fazem parte das obrigações do homem! O homem é que não se respeita, não se limita e nem se preserva, insistindo em viver em choques, embates e disputas; não crescendo e nem deixando que os outros cresçam, não florescendo e nem deixando que os outros floresçam!
Presumo estarmos lidando com opiniões distorcidas, absurdas e contrárias, quando julgamos e somos julgados, quando condenamos e somos condenados, quando criticamos e somos criticados, agindo segundo leis egoístas e estúpidas!
Devemos lembrar que nem sempre os que praticam coisas boas se tornarão “santos” diante da sociedade ou diante de Deus! Além de que, os considerados “santos”, na sua índole e retidão, não vivem julgando os outros, sabendo que poderão tropeçar e cair, por serem pecadores também!
Digo que ações, caridades e solidariedades são coisas boas de se fazer! No entanto, um coração quebrantado, seguro, firme, humilde e autêntico é melhor que milhões de dádivas misericordiosas! Nesse meio termo, seria melhor que pensassem comigo: Os justos, agindo de modo íntegro e correto, não estão fazendo além de suas obrigações?
Podemos convir que os injustos também sofrem e carecem de necessidades, podendo muito bem serem consolidados, trabalhados e perdoados, no intuito de se levantarem para crescer!
Por isso, não instrua com altivez, orgulho e arrogância aos que praticam coisas erradas, mas sim, exorte-os elegantemente, com palavras brandas, amorosas e suaves! Não os rejeite, porque, agindo pacientemente e com sabedoria, muitos gênios travessos, caindo, se levantarão e te recompensarão o auxílio!
Deve-se, portanto, usar a prática em lugar da teoria, intimando que, os que fazem o bem, não se façam de super-heróis, e os que fazem coisas más, não se rotulem bandidos!
Do mesmo modo, penso eu, que aquele que faz injustiça não fique obrigado a passar de bonzinho, para não mascarar sua farsa, esconder seus delitos e ocultar sua vergonha! Deve-se, portanto, ter o perfeito conhecimento de seus atos, no intuito de se auto avaliar e se reeducar primeiro, contribuindo para sua limpeza espiritual e total edificação!
Indico que, aqueles que fazem coisas boas, não confundam aqueles que fazem coisas más, açoitando-os com retalhações e ultrajarias, ou mesmo, com palavras mal ditas, frias e ásperas, pensando serem melhores que outrem! Mas sim, que os exortem com prudência, mansidão e decência!
Não os julguem, mas os confortem; não os critiquem, mas se importem, para que extraviem da perdição e não sejam confundidos ou desviados da verdade!
Não entrem em conflitos que se vão com o vento e que nada contribui para a edificação! Usem de práticas suaves, otimistas e construtivas, favorecendo um ao outro com docilidade e respeito, acolhendo-os com ternura e ganhando-os com mansidão! Creio que isso é fazer o bem!
Atento também para aqueles que fazem coisas vãs, que não sobejam sobre aqueles que lhes desejam a salvação; mas que lhes respeitem com educação! Não os aborreçam, mas os percebam; não os esbravejam, mas os mereçam; não os escarneçam, mas os ouçam com atenção!
Usem de bom senso, inteligência e lógica, para não desativá-los ou afastá-los de suas convivências! Afinal, é óbvio que precisarão de seus conselhos e de suas admoestações também! Isso é agir com prudência, sabedoria e segurança!
Nenhum de nós, justos ou injustos, temos o direito de proceder exames em ninguém, para não gerar conflitos, debates ou conversinhas tolas! Temos que ser sensatos, amáveis, pacíficos e ajudadores, agindo com suavidade e não contidos por palavrões ou críticas; vestindo a camisa da paz, da humildade, da generosidade, do respeito e da quietação! Isso é gratificante aos olhos dos homens, e, especialmente, creio eu, é maravilhoso aos olhos de Deus!
Lembre-se que o impossível pode se tornar possível se uma única ação generosa se fizer presente - a de amarmos e respeitarmos uns aos outros! Isso não é loucura e nem mandamentos de homens, mas sim, de Deus!
 Sabemos que essas disputas e essa anarquia conflitante entre aquilo que é bom ou ruim, nunca poderão ser extraídas de nossas vistas se não dermos um basta na nossa consciência podre, na nossa língua quente e na nossa ilimitação!
 Ser generoso é saber respeitar seu irmão, considerados requisitos básicos e preciosíssimos que deveriam de ser preservados nos livros e nas escolas! Isso é implantar benefícios e boas relações!
Está ai um motivo para não julgarmos ou praguejarmos sobre as práticas dos justos ou injustos! Aliás, cada um colherá aquilo que plantou, tendo ciência que o julgamento não provém de nós mesmos, a não ser do autor de nossas vidas que é Deus! Lembrem-se que somos apenas criaturas e filhinhos amados do grande Criador de todas as coisas!

Posso concluir num único parágrafo que não existem pessoas bondosas ou maldosas, mas sim, ações que podem ser consideradas generosas ou criminosas! Vamos trazer à memória o sentido da vida, sabendo agir com generosidade, prudência, amor, mansidão e amabilidade, e não entremeados em debates, em anarquias, em divisões ou em conflitos desnecessários, ao qual não leva a lugar nenhum! 



                                                                           Gláucia Cardoso

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

SEXO x IDADE E TEMPO # TABU



"ESSE MEU TEXTO, UM POUCO LONGO NA VERDADE, TRADUZ A IDEIA DAS PESSOAS ACHAREM QUE A SEXUALIDADE TENDE A SE ESVAIR COM O TEMPO! 
ASSIM, LIGANDO ESSES ABSURDOS, O INTUITO DESTA CITAÇÃO É DE APENAS CHAMAR ATENÇÃO DOS "CÔNJUGES DE LONGOS ANOS", QUANTO À NECESSIDADE DE FORTALECEREM SUAS RELAÇÕES; FAVORECENDO-OS À PRÁTICA DE SE AMAREM PERPETUAMENTE! 
ACREDITEM QUE ESSE LANCE DE COMPROMETIMENTO CONJUGAL É SIMPLESMENTE APROVEITOSO, AO QUAL GERA NOVAS SENSAÇÕES, INDEPENDENTE DA IDADE OU DO ENTOAR DO TEMPO PRESCRITO! 
LEMBRANDO QUE ROTINAS NÃO EXISTEM, E QUE, MESMO ESTANDO, O CASAL, HÁ MUITOS ANOS JUNTOS, A SEXUALIDADE NUNCA PERDERÁ SUA VALIDADE E DATA DE FABRICAÇÃO! ASSIM, FAÇAM COM QUE SEUS MATRIMÔNIOS CONTINUEM AUTÊNTICOS, REJUVENESCIDOS E SAUDÁVEIS, NO SEU VIGOR, VIVACIDADE E FIRMEZA CONTÍNUA!  
POR FAVOR! LEIAM ESTE TEXTO COM ATENÇÃO, E, CASO FOR, APRECIEM-NO COM MODERAÇÃO! SOU RADICAL SIM, MAS SEM PRETENSÕES EXCLUSIVISTAS!!"

                                                                                    
SEXO x IDADE E TEMPO # TABU

O que é sexo? O que é idade? O que é tempo? O que é tabu?

Dizem que a chegada da idade anula o sexo, assim como o sexo torna-se sem efeito com o decorrer do tempo!
Grifo meu: A modo singular, essas comparações não são consideradas um tanto exageradas e absurdas? Presumo estarmos lidando com coisas notórias, costumeiras ou ideológicas provindas de tabus!
Tradicionalmente falando, desde o nascimento até a idade madura, passamos por transformações, mudanças ou praxes, como um conjunto de regras baseadas da hierarquia ao qual nos firmamos! É um período de teste, de renovo, em que ocorrem modificações físicas e psicológicas, advindas das faculdades intelectuais amadurecidíssimas e de seu máximo desenvolvimento!
Pois bem! Sabemos que os padrões do tempo, conjuntado com os assomos da idade, quando comparados com as peripécias da juventude, tendem a diminuir e enfraquecer, devido circunstâncias corriqueiras, acumulações de culturas, instruções rígidas, problemas financeiros, criações de filhos ou simplesmente estresses, que facilmente aborrecem e adicionam cargas pesadas!
Daí, torna-se claro a inclinação do homem e mulher de privarem seus deleites, seus desejos íntimos e suas atrações ardidas, naquilo que, em fase inicial, haviam se entregado de corpo e alma, entusiasmo e prazer!
O casamento, por exemplo, deixou de ser um contrato íntimo, transformando num acordo convencional donde se determinam diferenças e comparações! Para muitos, o fator tempo é o causador primórdio dessas eventualidades, tendendo provocar, entre casais, indisposições, desejos retidos e inseguranças!
Para mim, isso não passa de coisas patéticas, indo além dos limites do conhecimento humano! São princípios individualistas, que tendem a acumular reações negativas, muitas vezes advindas de tabus, de interditos ou de lendas públicas, de origem social, cultural ou estética!
No entanto, "se realmente desejamos que o nosso matrimônio siga adiante, temos, primeiramente, que nos disciplinar, nos corrigir e nos dedicar para esse propósito!”.
Levantaremos a questão de que as pessoas se casam cheios de paixões, desejos e emoções! Entretanto, devido o tempo que se passa sorrateiramente, conjuntado à transição gradual da idade, o romance tende a esfriar, desgastar e desbotar, desanimando, assim, os parceiros!
O apetite da carne perde sua validade, se anula e dá lugar ao vazio, a falta de interesse e a comodidade! O que deveria de ser um vínculo harmonioso, prazeroso e eterno, dá-se lugar ao costume, ao acosto e as más usanças!
Tudo leva a crer que o uso prolongado da convivência tende a propalar atritos, oposições e perdas, desunindo almas, anulando deveres conjugais e murchando as delícias do matrimônio, em troca de uma vida infrutífera, cheia de mentiras, fachadas e ilusões!
Na verdade, o tempo e as diferenças físicas, ao qual distinguem machos de fêmeas, não deveriam interferir na nossa maneira habitual de existir; nem os desejos poderiam estar sendo enterrados em virtude da falta de carinho, de entusiasmo e de apetites sexuais! Por isso, muitos casamentos estão falidos, desarranjados, tristes, fracassados e esgotados, levados pela monotonia, rotina e desprazer!
Levaremos em conta o homem em relação à mulher! Estudos sugerem que homens casados são mais propensos a trair do que suas mulheres, devido impulsos sexuais e fantasias aprisionadas!
Quanto às mulheres casadas, segundo os mesmos conhecimentos adquiridos, estão, ainda, sendo levadas por barreiras rígidas, como “não me toque”, “chega de besteira” e “não tenho fantasias não”!
A meu ver, acho essas pontuações um tanto esquisitas, pelo simples fato de virem contrárias ao que vemos hoje em dia - homens e mulheres se associando num mesmo bojo e numa mesma indecência!
O que temos vistos são pessoas insatisfeitíssimas com seus cônjuges, postando maravilhas para amantes que nem se conhecem direito! Por isso se entregam, se aliciam, se enganam e se deixam levar! Para elas, as carícias do(a) amante as tornam melhores, recuperando os sentidos e as forças perdidas pelo tempo!
Assim, conjuntados a terceiros, as excitações ficam mais picantes e os beijos se tornam ardentíssimos, à custa dum prazer nada aproveitável, provisório e de curta duração!
O que me incomoda é saber que aquele ou aquela que trai, não consegue reconhecer a preciosidade que se deixa em casa - um homem ou uma mulher cheios de convicções, sonhos e fantasias; aprisionados pela mesma falta de carinho e pelos mesmos questionamentos do que aquele que trai!
Além de que, esse ato de caçar, esses deslizes e essas capturas, nunca poderão gerar bons frutos ou determinar melhores vencedores, podendo sim desencadear traições mútuas ou infidelidades trocadas!
Digo isso com base na minha experiência visual, vendo maridos procurando prazeres em outras mulheres, e esposas descobrindo novas sensações em outros homens, numa necessidade imensa de preencherem seus vazios; afigurando serem aquilo que, na verdade, não são!
Deveríamos lembrar que o que o homem sente, quer e implora, a mulher também deseja, aspira e explora, e vice-versa! Temos conhecimento que as tentações são oferecidas com facilidade por ai, tanto pelos meios televisivos como pelo suporte eletrônico, dirigindo marketings alucináveis, fantasias e distrações eróticas!
No entanto, fica evidente que as relações ao qual levam tanto homens quanto mulheres a praticarem atos ilícitos, nada mais são do que simples fetiches, prazeres ilusórios, passageiros e temporais, sugestivos da desvalorização de um para com o outro, sugerindo maiores cuidados!
Pensem bem! Será que essa carência masculina de consumar a traição, não anda em conformidade com a necessidade feminina de compensar sua falta em outras relações? Porventura, tanto homens quanto mulheres não estariam cometendo um mesmo deslize ou uma mesma gafe de pensar somente em si mesmos?
Existe um troca a troca, um escambo ou um tipo de capricho entre homens insatisfeitos cobiçando mulheres de próximos, ou mulheres carentes ambicionando maridos alheios!
Então não sabem que aquele ou aquela que trai estão mantendo relações ilícitas com outros que também vivem infelizes conjugalmente? Será que uma simples troca de palavras, um gesto carinhoso bem gostoso, um tratamento adequado ou um afago no pescoço, não anularia, entre os cônjuges, uma vida mundana de prazeres, dores de cabeça e repetições desnecessárias?
Estejam convencidos que o que o homem deseja, a mulher também aspira, e o que a mulher imagina, o homem também anseia! Se o homem tende a desejar uma amante, a mulher, usando esse mesmo contexto, não ansiará em ser amada por outra pessoa? Isso não prova que exista realmente uma relação de inversão entre duas almas com os mesmos propósitos, gostos e ideias?
Então, porque buscar sempre culpar o outro por suas inúmeras falhas? Na verdade, aquele ou aquela que culpam seus cônjuges por erotismos não existentes, acham que, se entregando em orgias, adultérios ou coisas insignificantes, os levarão a serem mais felizes? Digo que isso não passa de ideias equivocadas e de imaginações férteis!   
A relação aos que traem quanto aos que são traídos, se resume num único conceito - o de um carinho não existente, não favorecido e não correspondido! Digo isso para que repensem nesse engano inconsciente de achar que se pode driblar o coração com fábulas, fantasias ou falsos amores!
Então, tudo leva a crer que, sentir-se atraído por alguém fora de suas relações pessoais ou achar que as loucuras do outro são melhores que as do seu parceiro ou parceira, certamente favorecerão o traído ou a traída a descobrirem sua própria sensualidade com outra pessoa!
Assim digo que prazeres não fundamentados gerarão sempre martírios, remorsos e rotatórios, podendo levar indivíduos a repetirem o mesmo engano variadas vezes! Verão que sempre voltarão para a mesma esfera vazia, ou mesmo, para a mesma etapa iniciante - a de maridos desejando delícias de suas esposas e a de esposas aguardando carícias de seus maridos!
Assim fica a dica, que os homens não se afastem de suas mulheres para que não caiam em contradições, tentações ou deslizes; descobrindo, em terceiras, felicidades que não existem e fantasias que não persistem!
Do mesmo modo, que as mulheres não se restringem diante de seus cônjuges, desimpedindo-os de desejá-las, de amá-las e de honrá-las enquanto estão juntos, para que não sofram agravos múltiplos ou traições indesejadas que os impeçam de serem felizes!
Conjuntamente, tanto um como o outro, que não percam seus autocontroles, seus contentamentos, vínculos e motivações! Isso é regra, e não bracejos de homem ou mulher!
Lembrem-se que os sentimentos devem ser recíprocos, predispostos e sempre vivos, não levados por aparências ou por amantes provisórios de falas suaves, corpos sarados ou rostinhos bonitos! Tenham em mente que o amante ou a amante também sofrem, são tristes, necessitados, carentes e muito vazios!
Tanto a ligação afetiva quanto a sexual são importantíssimas para se manterem boas conexões entre cônjuges! O sexo não acaba com a idade e nem se esvazia com a chegada do tempo; mas, porém, a falta de respeito e a falta de cumplicidade tendem a destruir e anular relações puras, confiáveis e platônicas de longos anos!
A sexualidade é coisa exclusiva de dois indivíduos que se amam, não tendo idade certa para crescer, desenvolver ou florescer! O importante é que tenham a responsabilidade de amadurecê-la, de cultivá-la e de abundá-la quantitativamente!
Cônjuges! Busquem em suas lembranças o que antes faziam de bom, e de como tudo era lindo e agradável, evitando assuntos que possam inibir a harmonia da dupla! Usem de criatividade para definir pontos, ideias e deleites, permitindo que o amor, o carinho e o prazer não se anulem com a chegada do tempo!
O importante é saber que a sexualidade ordenada à idade e o tempo, renova energias, rejuvenesce casamentos, recupera sonhos e excita sentimentos, sendo totalmente oposta aos tabus que a contaminam, a infeccionam e a rodeiam!



 Gláucia Cardoso


sábado, 7 de dezembro de 2013

PAIXÃO OU AMOR!

Estou no auge dos meus intermediários anos, numa idade não muito avançada e nem tão distante da madureza, sujeitada a erros, acertos e enganos! Não sei dizer o que se passa comigo nesse momento, mas minhas mãos oscilam, meus pés convulsam e meus olhos atentam! No peito, pareço atacado por uma doença cardíaca, cujo coração manifesta o seu desejo ardente de explodir!
Vou acabar perdendo a paciência, por não saber o propósito desses agressivos sentimentos! Por favor, tornam-me claro o estado dessas minhas loucuras, senão perderei completamente o juízo e a razão!
Ontem, não era assim! Era tímido, reservado, calado, retraído e complexado! Não acreditava no amor e nem em paixões desenfreadas ou mundanas! Análogo de natureza, investigava todas as semelhanças, desde o maior até o menor, desde o superior até o inferior!
Comparava tudo o que me vinha à volta, homens, mulheres, velhos e crianças! Não tinha apoio algum e nem companhia certa para sorrir, agradar ou me comprazer, estando absolutamente só com meus problemas!
O travesseiro era meu refúgio, quando as pragas de minha mente vinham visitar-me a noite! No entanto, hoje se nota em mim grandes diferenças, quando me vejo inquieto, desassossegado e travesso! Meus costumes vêm sendo opostos aos de antes, levando-me a sentir coisas estranhas, irreconhecíveis e fora do habitual!
Agora, meus desejos são imoderados, ansiando sempre por coisas novas e prazerosas! Troquei meus filmes dramáticos por novelas, minhas versões aterrorizantes por contos de fada e minhas aventuras perigosas por romances!
Atualmente vivo comprimido por um sentimento exacerbado, vivenciando uma patologia amorosa, um sentimento impulsivo e uma vontade louca de me expressar para o mundo gritando!
 Rasuro minhas próprias fantasias, substituindo-as por abraços, beijos e toques ardentes! Dentro de mim travam-se lutas constantes, ardido por esse vulcão eruptivo chamado "amor verdadeiro"!
Minha atenção, que era somente voltada para o meu “eu” interior, está agora firmada em “nós”, tornando-nos um só num único corpo! Além de que, meu superlativo se tornou audacioso, impróprio de singularidades e individualidades!
Estou preso a um sentimento intenso, arrebatador e não passageiro! O que desejo, metade de mim também deseja, e o que construo, metade de mim também me ajuda a remontar os pedacinhos!
Estou perturbado pela impressão viva e pelos meus pensamentos travessos! Vivo tão agitado como também me sinto realizado e feliz! Alguma coisa me incomoda, me prende e me desnorteia o juízo, mas, porém, não me traz qualquer chateamento! É como se uma substancia estranha estivesse modificando meu comportamento, meu autocontrole e minha forma de ser, tornando-me dependente!
No entanto, posso estar seguro de que nenhuma droga modificará meu estado de consciência, e nunca me tornará mais alucinado do que isso que estou sentindo agora: Um amor louco, indisciplinado e gostoso!
Penso estar apaixonado, ou, quem sabe, amando incondicionalmente! Talvez esteja mesmo amaldiçoado, perturbado ou infectado por uma sensação incontestável de sensibilidade e prazer!
Se forem confirmadas essas coisas, mesmo assim, ficará difícil enumerar tamanhas exaltações e tamanho entusiasmo! Além de que, estou preso a uma alegria sem fim, a uma paixão aprisionada, a um amor platônico, e ao melhor de tudo, a um sentimento sem interesses mundanos, como sexo ou prazeres provisórios!
Lembro-me de quando nos conhecemos: Era uma noite quente de sexta-feira, à custa de uma lua gorda, brilhante e linda! Encontrávamos aos pés da grama verde, próximos de uma árvore ornada por folhagens e capins! O cenário era apaixonante, típico de narrações históricas ou de novelas!
Tudo acontecera ocasionalmente, num momento em que não estávamos esperando! Começara com um simples sorriso, logo, um aperto de mão, surgindo, finalmente, os primeiros flertes!
O que mais me atraiu, além de um rostinho bonito e um corpo esmero, fora sua beleza interna, ao qual não podia ficar para o segundo plano! Apaixonei-me de imediato, frechado pelo cupido do amor! Sobre isso, não tenho qualquer dúvida!
Com o passar do tempo, essa nossa fusão foi se transformando em delícias, vivenciando, posteriormente, algo novo, mágico e expressivo, como um sedativo que mitiga dores e suaviza depois! 
Posso estar seguro de que não estou sendo levado pela paixão, mas sim pelo sentimento gostoso do amor! Um amor idiota, mas puramente genuíno e delicioso! Um amor confuso, mas que me enche de gozo e prazer!
Aprendi as diferenças entre amor e paixão, sabendo que paixão não vê a alma, a não ser o físico - como um belo andar, umas boas ancas, um corpo malhado, umas pernas compridas ou um vestuário aparado!
            Quanto ao que verdadeiramente sinto, o amor, este sim é algo inexplicável, amadurecido e aberto, que fora surgindo e surgindo aos poucos! Não fora difícil compreender essa essência inviolável, ao qual se tornava mais evidente a altura que nos aproximávamos, nos conhecíamos e nos assentávamos sobre a beiroa da praia! Tudo inspirava-nos poesias, versos e prosas!
O bacana é saber que quando se há paixões provisórias, tudo anda em altos e baixos, devida falta de estabilidade, firmeza e solidez! Porém, quando se há amores verdadeiros, os sentimentos se agigantam, se ajustam e ficam mais constantes, inabaláveis e firmes!
Sem desistir, quero continuar persistindo nesse sentimento que não visa regras, e que prevê uma vida frutífera, estável e duradoura! Falar de amor é simplesmente falar de amor, não existindo outra explicativa melhor que essa; tendo-nos, portanto, que vivenciá-lo na prática!
Não sei dizer ao certo se minha personalidade vem sendo afetada pelo amor, ou se realmente estou passando por coisas não reais, sem sentido ou desnecessárias! No entanto, acredito nele, no amor, como o principal vínculo entre dois indivíduos afeiçoados e entusiasmados! Além de que, não sou mais aquele egoísta e solitário infeliz!  Tudo que sinto é maravilhoso, tendendo a aumentar, se procriar e se expandir!

Geralmente pouco divulgadas, as diferenças entre amor e paixão deveriam de ser pesquisadas e analisadas a fundo! Todavia, fica aqui a dica: Paixão é euforia, enquanto amor é alegria! Paixão destrói, enquanto amor constrói! Paixão engana, enquanto amor emana! Paixão é passageira, enquanto amor é para a vida inteira!
                                                     Gláucia Cardoso

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

POR QUE SOMOS INSATISFEITOS?

                                                                                                               Estive pensando:
"Por que somos assim tão imaturos, imperfeitos, impacientes, descontentes e gananciosos? Por mais que façamos o bem, queremos ser reconhecidos, retribuídos e aplaudidos! Por mais que façamos o mal, queremos justificar nossos atos, demonstrar inocência e alegar insanidades, como se não fôssemos imperfeitos! São os males que afetam o ingrato - o da insatisfação e o do pretexto - que vivem se repercutindo, se perpetuando e se multiplicando!
Então digo-vos: Será assim todo o tempo?
Nossa função é zelar pelo corpo, administrar planos, estudar projetos e consolidar sonhos! Tudo que fazemos debaixo do sol tem fundamentos e propósitos, em prol daquilo que nos seja essencial para a existência! No entanto, as coisas que almejamos, selecionamos e esperamos, quando alcançadas, nunca se limitam à teoria inicial ou a nossa vaidade! Sempre queremos mais, em maior grau, em melhor qualidade e em quantidade de número! Vivemos assim, dando cambalhotas e nos questionando, aguardando sempre pelo que virá depois! Somos insatisfeitos, totalmente ansiosos e desesperados! Somos compulsionalistas, totalmente apreensivos e preocupados!
Não sabemos nos controlar, e muito menos nos contentar com os progressos anteriores! Nosso "hoje" anseia pelo "amanhã", esquecendo sempre o que pedimos "ontem"!
Provemos de desculpas esfarrapadas e de pretextos, procurando nos isentar do fator "desespero", ao qual sempre negamos, repudiamos e rejeitamos, achando não nos encaixar!
Pense bem: Se o que pedimos foram bens, então não tivemos a capacidade de nos esforçar para alcançá-los? Diante do nosso profissionalismo, então não nos dispusemos a estudar, conhecer e aprender o ofício?
Então, se tudo que alcançamos por meio de esforços não foram suficientes, por qual motivo deveríamos lutar ou nos orgulhar? Estaria certo reivindicarmos novas ganâncias em prol do nada ou daquilo que nunca nos agradará?
Sinais de insatisfações são revelados diariamente, mesmo quando se consegue um, dois ou meia dúzia de resultados alcançados! Pior seria se fôssemos frustrados diante deles! Isto é a prova viva daquilo que poderia ser diferente, que, para a nossa decepção, infelizmente não é!
Por que somos assim tão impulsivos, gananciosos e mal agradecidos?
Nossos instrumentos são nossas leis, nascidas do nosso ego, do nosso orgulho, do nosso interior, dos nossos conceitos e do nosso vazio! Por mais que nos esforçamos, sempre manifestaremos desejos novos, indo além a outros e outros e outros, esquecendo-nos dos benefícios nos concedidos há tão pouco tempo!
O fato é que esquecemos que a vida corre e passa rápido, e que estamos girando e contorcendo o tempo todo, como uma corrente ininterrupta, contínua e constante! Isso é um contágio, uma procriação direta, que nos faz sentir irremediavelmente perdidos!
Deveríamos conter a aflição, aniquilando tudo aquilo que nos tem atormentado! Isso é bom! Temos que parar para respirar, a fim de que não fiquemos doentes ou fracos! Além de que, doentes não podem ajudar doentes, e nem tampouco conseguem customizar seus próprios passos! Por isso, temos que nos tranquilizar, nos contentar e retribuir sempre com agradecimentos! Isso alivia a alma e traz refrigério ao espírito!
Criarmos novas metas e novos ideais é sempre bom, desde que não ultrapassemos limites ou inventemos coisas desnecessárias, ilusórias ou confusões! Não devemos ficar o tempo todo nos consumindo, nos estragando e nos deteriorando com interrogações ou com coisas repetidas! Fiquemos bem com as coisas que temos hoje! Deixemos que o amanhã seja conquistado depois, em ordem, qualidade e total disciplina! Vamos sair da insatisfação e ingressar para o contentamento!
Lembrem-se que tudo que é bom se faz vantajoso, dá prazer e nos proporciona alta lucratividade! Do contrário, tudo gananciado, insaciado, ambicionado e impulsionado não tem valor algum! Simplesmente desbota, perde o brilho, desagrada e corrompe imaginações!!"
                                                         Gláucia Cardoso

POEMA - SÁBIO É AQUELE QUE AGE COM SENSATEZ E PRUDÊNCIA!!

"A sabedoria provem da qualidade de um sabedor,
no seu poder de conferir conhecimentos, benefícios e amor!
Aquele que é sábio não age com promiscuidade, para não violar sua moralidade!
Não é malicioso, para não ser considerado desrespeitoso!
Não é atrevido, para não ser atiçado pelo perigo!
Nem é grosseiro, para não ser chamado de baderneiro!
Sua liberdade não é simulada, inventada ou fingida,
nem conseguida por meio de ataques, preços ou brigas!
Sua amizade é espontânea, não é negligente e nem se mete em embaraços,
para não causar constrangimentos, suspeitas ou falta de entusiasmos!
O sabedor é precavido, acautelado e cuidadoso,
sabe evitar grandes males, grandes perigos e refutantes contrapostos!
Quanto ao néscio ou tolo, constituirá para sempre o oposto do sabedor,
não se tem comunhão, está sempre só e sem amigos ao redor!
É como uma noiva em fuga, um rio sem peixe e um solo sem chuva,
a noiva foge, o rio aborrece e o solo centrifuga!
O sábio é aquele que se habilita a ouvir,
enquanto o néscio se disponibiliza a falar!
O sábio nos fornece todas as respostas,
enquanto o néscio principia a criticar!
O sábio sabe que não pode fazer tudo,
enquanto o néscio não sabe o que ignorar!
O sábio não se exibe, ele brilha!
O néscio não se instrui, se alardeia!
O sábio não simula, anda conforme a verdade!
O néscio se chateia, fazendo sua própria vontade!
O sabedor sabe servir para ser servido!
Sabe crescer para ser reconhecido!
Sabe clamar para ser atendido!
Sabe guiar para ser conduzido!
Sabe valorizar para ser favorecido!
Ele ensina o que sabe, e não o que nunca houvera aprendido!
Ele exorta, não viola direitos, costumes ou ditos!
Vive incitando a paz, boas leis e grandes ordens,
aniquilando toda ira, as maldições e indo contra as desordens!
Sabe educar à prática do que seja conveniente,
eliminando as fagulhas, as bagatelas e as negatividades da mente!
Não julga para não ser julgado!
Não condena para não ser condenado!
Não aborrece para não ser desprezado!
Diante disso, o sábio age com sensatez e prudência,
tem sua qualidade própria, produz bons frutos e atua com excelência!"
                                                                                                                                                                                                                                                    Poema de  Gláucia Cardoso

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

POBREZA FÍSICA OU RIQUEZA ESPIRITUAL!

"Sinto-me pobre e desprezado, tão desnutrido e desamparado! A pobreza me machuca, me desperta e me corrompe os lábios! Estou quebrado, arregaçado e desperdiçado na vida!
Eta gente sem valia e mesquinha, que me olham torto e atravessado, não sabendo como me sinto, o que sou ou o que tenho almejado! No entanto, não contradirei e nem ficarei triste se me negarem ajuda ou algum auxílio!  Não gosto disso, mas tenho que acostumar-me a ser rejeitado! Fazer o quê! É a lei do magnânimo, do distinto e do ilustre!
Problemas acontecem e se encontram por ai; mas, pobreza, na visão deles, não é coisa fácil de ser digerida! Afinal, o corpo é mal agradecido, ele grita, reclama e reivindica comida!
Quanto a mim, não vivo de roupas caras, nem de joias preciosas, nem de sapatos autênticos e nem de perfumes importados! As coisas que possuo me foram conseguidas com muito esforço e empenho! Não tive que gatuná-las e nem cometer fraudes nas casas alheias! Afinal, a pobreza não é sinônimo de maldição, perseguição, pragas públicas ou libertinagens! Ser pobre ou ser rico, na verdade, correspondem à qualidades ou defeitos, quando se é puro ou impuro, genuíno ou desonesto, verdadeiro ou ilegítimo, sendo, muitas vezes, merecedor ou não de grandes créditos!
Posso falar que a riqueza não está em mim, mas sinto que sou muito valioso, como joia rara de alto valor, presa entre espinhos! No entanto, não estou nem ai para o que pensam ou para o que sou! Digo que a riqueza não tem relações com prêmios na loteria! Se tivesse, muitos de nós estaríamos doentes, tristes, fracassados, presos e condenados em orgias! Prêmios são luxos e ilusões, pagamentos alvos de brigas, discórdias e confusões! São coisas suscetíveis que nos ferem, nos machucam, nos aprisionam, nos mal alimentam e nos escravizam! Duvido que esse bem generoso nos faça mais feliz do que somos hoje como pobres! Apesar da pobreza física e de nossas carências básicas, temos a nossa áurea pura, magnífica e isenta de taxa, impostos ou regras! As ambições foram feitas para confundir, enganar e inverter os elementos essenciais do homem! Por isso, sou o que sou, vivo o que vivo e tenho o que tenho, sendo um pobre de muitas riquezas!
Aliás, o mundo está invertendo tudo, reconhecendo que o homem, literalmente rico e espiritualmente pobre, é aquele cujo conteúdo fora-lhe arrancado e enviado para o vácuo; enquanto que o homem, literalmente pobre e espiritualmente rico, sempre será chamado de bem-aventurado!"
                   
Visão de um pobre bem-aventurado 
      Texto de Gláucia Cardoso 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A DOUTRINA DO SENSACIONALISMO


Vou falar de um assunto um tanto polêmico e pouco esclarecido, podendo gerar controvérsias, debates e disputas acaloradas! É sobre a doutrina do sensacionalismo, donde, nem todos conhecem, e, muitas vezes, até ignoram ou passam despercebidos!
Para se levantar questões sobre o assunto, primeiramente será preciso compreender o verdadeiro sentido de ser um sensacionalista!
Pois bem! Sensacionalistas são adeptos de culturas rígidas, motivados por um sentimento elevado e desviado da normalidade! Podemos igualar um sensacionalista com aqueles que visam sensações, chamam atenções e despertam focos, no intuito que suas ajudas e discursos sejam notados e destacados de maneira elevada e rigorosa!
Nota-se uma tensão de olhar diferente dos outros, causando sensações de poderio, soberania e impacto; não estando aptos para ouvir, mas sim para falar; nem para exprimir, mas sim para criticar!
São inflexíveis demais, levados pela ânsia de repreender àqueles que, a seu ver, estão repletos de vícios! Como não sabem expressar docilmente, admoestam energicamente, achando que tudo só será resolvido por meio de discursos gritantes! No seu interior guardam culturas rigorosas, severas e acentuadas, exprimindo ousadias e emoções sublevadas!
A maioria são pessoas de bem, mas dotadas de muita agressividade no falar, no agir e no pensar! Suas intenções podem ser até sadias e benéficas, mas sua cultura sensacionalista, ou seja, rígida, abafa suas melhores qualidades!
Caracterizam-se pelo uso exagerado de resolver determinadas questões e situações com expressões ousadas e aumentadas, que não esclarecem, não motivam e nem correspondem com a realidade! 
Podem-se incluir nessa prática os meios de comunicação, as letras de músicas, os sermões públicos, as práticas religiosas, as instruções de casa, os tabloides sensacionalistas e os jornais, ou mesmo, a convivência íntima que se tem com o outro em casa, no trabalho ou na escola!
Sim, meus amigos! Podemos realmente ser austeros com quem está bem próximo de nós, como nossos pais, filhos, sobrinhos, tios, avós e amigos! Não é a toa que, quando queremos repreender alguém de nossa intimidade, o fazemos sem limitação, sem prudência e sem moderação, achando-nos donos da verdade; usando sempre de linguagens gritadas, inadequadas e autônomas, de modo a castiga-los em cima de nosso próprio parecer, julgamento e padrão egoísta!
Podemos tirar como exemplo a vivencia dos filhos com seus pais! Pois então! Sabemos que os filhos são tesouros de Deus, ao qual precisam ser moldados, instruídos e capacitados para terem um desenvolvimento progressivo e de melhor qualidade na vida!
Contudo, existem fases em que os pais terão que intervir na vida dos filhos, usando suas próprias teorias, suas experiências, seus artifícios e suas práticas vivenciadas pelos anos!
Todavia, convém dizer que, os mesmos, sendo educadores, deverão de agir com cautela, mansidão, equilíbrio e sabedoria para com seus filhos, ensinando-os cautelosamente os dotes morais, intelectuais, humanos e físicos que se agregam a uma boa educação! Se, do contrário agirem ignorantemente, certamente os filhos se rebelarão contra eles, tornando-se rebeldes, agitados, desajustados e revolucionários!
A dica é: fornecê-los instruções passo a passo desde os primeiros anos de vida, não os ocultando de nada quanto ao que seja mal ou o que seja bom! Lembrando que a criança tem que estar preparada para enfrentar as coisas bárbaras do mundo, e as proveitosas também, porque passarão a vida toda nele!
Então, por que privá-los de assistirem as maledicências que a mídia traz, se, facilmente, descobrirão essas coisas num simples virar de esquina? Por que escondê-los o controle remoto temendo que o destrua, sabendo que isso os impedirá de conhecer o avanço da tecnologia feita a distancia? Então, estando privados dessas modernidades, não os atiçarão mais a curiosidade, e, consequentemente, numa hora que não se está esperando, poderão vir despedaça-lo?
Quando falo de privamentos, não estou me referindo apenas a objetos ou coisas materiais, e sim, a passeios, namoros, divertimentos e outras práticas que a juventude assim o faz! Então, quanto a isso, seria importante os ir libertando em rédeas, ou seja, torná-los livres gradativamente, manejados por freios e fios, e não, prendidos em algemas!
Não é certo jogá-los em prisões e enclausura-los em casa achando que estarão salvos dos abutres! Afinal, se quiséssemos os manter fora do mundo, teríamos que pô-los em redomas de vidros, onde, nem todos teriam acessos! Mas, como não podemos coloca-los em vasos inquebráveis, o jeito é prepara-los abertamente para enfrentar o mundo de fora!
Então, pais! Procurem educar seus filhos de maneira santa e digna, não usando de meios sensacionalistas ou artificiosos, barganhados pelo medo do mundo e pelas suas visões distorcidas! É gratificante que andem com eles, que aceitem suas coisas e os favoreçam com suas amizades! Além de que, ser pai é ser amigo, e ser mãe é ser uma boa companhia!
Conquiste-os mansamente se adaptando com suas filosofias joviais, mesmo que, para vocês, não tenham qualquer sentido! Só assim, conhecendo o que fazem, o que falam e o que almejam, certamente passarão a tê-los em grandes simpatias, os tornando confiantes e consideráveis amigos! Assim, por consequência, poderão trazê-los sãos e salvos para seu mundo adulto, voltando a praticar suas regras de pais!
Como vimos, um sensacionalista tende a afastar aqueles que vivem buscando apoios, mesmo que sua intenção para aquele fim seja boa! Então, em vez de servir, ele afasta; em vez de agradar, ele enoja; em vez de cuidar, ele esnoba; em vez de instruir, ele cobra!
 Para os que os ouvem, seus ensinamentos são considerados fúteis, negativos ou irônicos, levando muitos a seguirem-no como se fossem robôs, ou, do contrário, a se afastarem de sua companhia!
Atribuamos outro exemplo, afigurando um indivíduo carente e precisado de sustento, de apoio e de ser lapidado! Donde e a quem procurar? Pois bem! Sabemos que isso exigirá muito trabalho, disposição, dedicação, docilidade e jeito, tendo que recorrer a serviços de lapidários e artesãos, visando todo um processo, método e análise para se obter bons resultados!
Essa é a verdadeira prática, o da mansidão, quando, primeiramente se molda a peça, endireita as curvas, corta os resíduos, costura os encaixes e desbasta os excessos! Isso é agir com sabedoria e prescrição!
Contudo, o indivíduo, estando precisado, quando entregue ao sensacionalista, tende a voltar pior do que antes, ao qual, ao invés de ser trabalhado pedaço por pedaço, é criticado, é zombado, é escarnecido e é desfavorecido, vindo, muitas vezes, por meio de gritos e xingos!
Imagine-nos indo as igrejas! É maravilhoso ouvir sermões que nos engrandecem a alma e nos traz paz interior! Os louvores são grandiosíssimos, contidos por vozes adoráveis ou por tenores, não é mesmo? 
No entanto, uma coisa é certa! Se vamos à casa de Deus, certamente estamos precisados de alimento e de ouvirmos a Sua palavra Sagrada, ao qual, nosso Senhor Supremo, nos deu permissão de escutá-la da boca de Seus servos!
Todavia, a meu ver, não raras vezes, encontramos fieis voltando mais perdidos que nunca, devida doutrinação exagerada, excêntrica e obrigatória, atribuída a homens comuns; quando, do contrário, os fieis deveriam de ser postos no colo e agraciados primeiramente com leite, depois com comida sólida!
A verdade é que a acusação rápida e impulsiva destrói vontades de aprender, deixando o indivíduo menos confiável, menos esperançoso e mais ignorante! Conviver com quem nos desagrada e machuca é o bicho, sendo muito perigoso para o espírito! Por isso, temos que ser mansos e não escandalosos para não chegarmos ao ponto de desviar as pessoas do foco; isso se, realmente, quisermos exortá-las e trazê-las a Cristo!
Se aderirmos a doutrinas, que sejam elas praticadas de modo brando para com o outro que ainda não as conhece, não levantando, de jeito nenhum, questões ou diferenças de maneira ríspida!
Não sejamos instrutores sem papas na língua ou revolucionários, querendo empurrar aos outros àquilo que demoramos anos para aprender e descobrir! Primeiramente, antes de agirmos egoistamente, devemos ouvir o outro, oferecendo-o instrumentos necessários para que ele mesmo possa pesquisar suas crenças e adquiri-las por sua própria insistência!
Considere essa prática como um exercício, lembrando que não podemos encaixar doutrinas ou ensinamentos isolados, donde, nem todos acreditam ou tem acessos! Além de que, muitos de nós, de alguma maneira, temos experimentado esses princípios radicais, quando, desejando ser prestáveis, fomos irônicos, impacientes e agressivos com os demais! Isso não quer dizer que somos sensacionalistas ou voltados em escândalos, mas sim, que estamos a um passo de nos tornarmos adeptos disso.
Levantando outro exemplo, podemos citar uma pessoa extravagante, que, a meu ver, pode ser considerada um sensacionalista, por estar fora do alvo, do código e dos padrões da normalidade, devida exagerada maneira de falar!
Um indivíduo que esbanja dinheiro também pode ser principiante desse partido sensacionalista, assim como os egocêntricos, que pensam somente em si, mostrando preocupação com seus próprios assuntos; sendo o centro principal de controvérsias e conversinhas tolas.
Contudo, cabe-nos questionar a nós mesmos e nos resguardar dos exageros e absurdos dessas oscilações de altíssima frequência, para que não sejamos excessivos e exigentes com os outros, e nos encaixemos nessa doutrina revolucionária de achar que somos superiores que a maioria do mundo!
Lembre-se que Jesus Cristo, nosso maior exemplo, ganhou muitos com Sua serenidade e paciência, na Sua capacidade de tolerar contrariedades, rejeições e sofrimentos! Afinal, Ele deu a vida por nós, sofrendo sem reclamar e ensinando sem ostentar; conseguindo a nossa libertação através de Seu santo sacrifício!  
Então, vamos nos ajudar agindo com coerência e mansidão, diminuindo nosso orgulho nobre e a nossa inquietação! O sensacionalista tende a encobrir sua própria imperfeição e falha, enquanto o que tem essência e equilíbrio é suave, leve e paciente nas suas admoestações!
Contribuir para realização de um bem é sempre lucrativo; mas converter aquilo que é bom para melhor é a expressão exata de se obter ótimos resultados! 
  
                                                                Gláucia Cardoso